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Yakuza 4 – Playstation 3

Não me lembro bem, mas acredito que mais ou menos em 2008, quando o ps2 ainda reinava aqui em casa, conheci um jogo bem interessante. Ele contava a história de um homem que ficou preso durante 10 anos e quando foi solto, investigou os verdadeiros motivos de sua prisão. Esse era Yakuza, um jogo lançado pela SEGA e que lembrava muito um dos maiores sucessos do antigo Dreamcast, o Shen Mue. Desde então, virei fã da série. Mas não cheguei a jogar os outros. Yakuza 2 tinha dois dvds e o 3 era pra ps3. Console que eu ainda não havia adquirido até então.

No final do ano passado, comprei Yakuza 4 e depois de quase seis meses, a encomenda foi entregue e eu pude jogá-lo. Não digo que a espera tenha valido a pena, mas posso afirmar que o jogo foi muito, mas muito além mesmo das minhas expectativas. Me forçando até mesmo a comprar o Yakuza 3 de imediato.

Bem, o jogo em si não muda muito em relação ao primeiro que joguei há quatro anos atrás. Mas cá ente nós, nem precisaria mudar. Ele já era incrível e numa plataforma mais potente ficou quase impecável. Pois nele você encontrará um enredo muito bom, uma jogabilidade refinada, um ótimo desafio e uma grande trilha sonora.

Claro, nem tudo é perfeito. Os gráficos apesar de serem muito bonitos, ainda dá pra notar uma quantidadenotável de cerrilhado. Há quem diga que ele estão datados e que não mudou muito em relação ao seu antecessor. De qualquer forma, os gráficos estão bem bonitos e cheio de efeitos bem legais.

A jogabilidade está idêntica. É como Street Fighter. Se jogou um jogou todos. Mas sempre existem novidades e a mais notável dessa vez é que você poderá jogar com outros três personagens. Embora o personagem principal ainda seja Kazuma Kiryu, todos os outros tem papel importantíssimo no enredo. O primeiro deles é Akiyama, um ajiota que abusa da velocidade de seus chutes. O segundo é Saejima, um ex presidiário lento e forte. E por fim, temos Tanimura  um detetive com estilo muito técnico nas lutas.

Nos outros aspectos, Yakuza 4 é muito competente dando aos jogadores ótimas músicas e muitas opções para replay do jogo, tendo diversos minigames, sub estórias, desafios e é claro, troféus. Recomendo fortemente!!!

Sonic 2 – Mega Drive

Muitos anos atrás fora lançado Sonic 2 para o antigo Mega Drive, um dos grandes consoles de 16 bits. O Mega era o principal concorrente do SNES, da mesma forma que Sonic era de Mario. Diferenças a parte, Sonic 2 chegou para confirmar a qualidade e o grande sucesso obtido por seu antecessor.

Muitas pessoas, inclusive essa que vos escreve, em sua infância jogaram apenas a plataforma da Nintendo e, portanto, deixaram de conferir grandes games da empresa rival. Sonic 2 foi um desses. Um grande clássico que vendeu muito e é considerado até hoje o melhor da franquia.

Com gráficos belos, coloridos e bem animados, a segunda aventura do ouriço da Sega surpreendeu ficando ainda melhor e mais rápido que seu antecessor. A rapidez no processamento era uma das vantagens do Mega sobre o SNES e Sonic 2 fez bem uso dela. Muitas vezes você se verá correndo pela fase tão rápido que talvez seu reflexos não consigam acompanhar completamente o personagem enquanto ele se desloca pelo ecrã.

A velocidade, por sua vez, atuou também como uma falha na jogabilidade. Muitas vezes você precisará explorar os estágios em busca de itens, argolas e até vidas extras e dificilmente você fará isso correndo feito louco. Nesse ponto até a física do game atrapalha. Andando devagar Sonic é desajeitado, seus pulos são ruins e você tem muita dificuldade para subir em plataformas.

Já os efeitos sonoros são interessantes. Nenhuma música é tão marcante quanto a do Mario ou de Final Fantasy, mas são todas, ou pelo menos quase todas, de boa qualidade de forma que não incomode o jogador durante a partida.

Enfim, Sonic 2 é um dos grandes clássicos do passado e merece ser olhado com carinho por todos os fãs de videogame. Afinal, relembrar é viver!!!

Bayonetta – Playstation 3

Gênero- hack nSlash

Produtora-Platinum Games

Distribuidora- Sega

 Impressão:  Jogo idealizado por Hideki Kamiya ( o mesmo de Devil May Cry), feito por sua nova produtora, chamada Platinum Games, que é formada por profissionais da Clover Studios (pequeno estúdio da Capcom que fez God Hand, Okami entre outros, mas que acabou fechando). O jogo tem como figura principal Bayonetta, uma bruxa desmemoriada que teve problemas no passado e que no decorrer da aventura se vê metida numa batalha com anjos, monstros e outra criaturas surreais.

Vamos ao que interessa: O jogo segue o estilo Hack’n Slash , “ahh, mais um ??” sim, mas garanto que ele leva vantagem na grande maioria dos jogos do estilo, eu pessoalmente acho difícil jogar God of War ou outro game do mesmo gênero depois de experimentar Bayonetta (com exceção do  Ninja Gaiden , que está em outro nível). O jogo da bruxa possui uma boa variedade de movimentos, por exemplo, dependendo do tempo em que se  apertam os botões criam-se novas seqüências de golpes, Bayonetta no geral privilegia a habilidade do jogador em criar seqüências de golpes, uso da esquivas e de habilidades que vai se ganhando com o tempo ( prepare-se para terminar o jogo pelo menos duas vezes para ter acesso a  algumas delas) , o uso da esquiva é essencial, usando no momento certo, o jogo entra em “Bullet Time”  e você aproveita o momento para atacar seus inimigos.O controle tem uma boa resposta, você consegue esquivar, bater, trocar de armas com rapidez, sem maiores problemas, há itens para recuperar energia e encher a barra de magia, inclusive tem um recurso muito interessante de criação de itens que simula um caldeirão.

O jogo conta também com um sistema de pontuação, dependendo do seu desempenho nos estágios você é presenteado com medalhas (ouro prata, platina), alguns requisitos são necessário para ganhar essas  medalhas : tempo de término do estágio, dano recebido, variação de combos e uso de itens (caso faço uso deles, ou morra  será descontado na pontuação) no final da fase ganha-se uma estátua de valor equivalente baseado nesse ganho de medalhas, achei muito legal isso, pois o jogador  tem opção de jogar mais e melhorar sua pontuação.

Há uma boa quantidade de itens, habilidades e armas a serem compradas em lojas espalhadas pelo jogo, um item que achei muito  interessante foi o  “Moon of Mahaa Kalaa”, em que você pode contra atacar um golpe inimigo colocando o direcional na direção do mesmo,(funciona da mesma forma que o parry no Street Fighter 3 ). Falando em armas, algumas são deixadas por inimigos derrotados e você pode utilizá-las. Você conta com uma barra de energia e outra de magia, essa ultima quando cheia permite que se use os “Torture Attacks”, ataques devastadores que tiram boa parte da energia dos inimigos, pode-se encher essa barra tanto com itens, batendo nos inimigos  ou fazendo esquivas perfeitas.Os inimigos também merecem destaque, alguns chefes de fase são imensos, outros  menores são bem CHATOS  de enfrentar, como a dupla “Grace and Glory”.

As fases também têm certa variação, há uma fase de moto e outra a bordo de um míssil (essa ultima lembra bastante o jogo Space Harrier de arcade e Master System), há também uma série de referências a outros jogos como Okami e Sonic.

Outro destaque são os “Alfheims”, diversos portais com desafios variados  espalhados pelas  fases do jogo (em uns você tem socos e chutes limitados para derrotar inimigos , em outros terá que usar somente armas dos adversários e assim por diante.).Há itens escondidos e alguns corvos a serem encontrados.O desafio é interessante, há algumas mudanças de inimigos jogando em dificuldades mais altas, tornando o jogo bem interessante nesse sentido. Inclusive tem um chefe e personagem jogável secreto.

Contras:

*Muito se falou sobre a conversão da SEGA para o Ps3, que não ficou no nível da versão do X Box 360 (sendo essa uma versão “definitiva”), perdendo em gráficos e desempenho, graficamente não tenho como comparar, mas em performance percebi uma CENTENA  de pontos de slowdown, inclusive quando se entra em telas de pausa e nas opções , chega a ser irritante esperar alguns segundos para entrar na loja de itens dentro do próprio jogo.

 *Eu pessoalmente não achei a personagem tão carismática quanto  um Dante ou Kratos, achei exagerada demais, a história não me prendeu muito e tem uma dezena de cenas e situações forçadas para dar um tom “humorístico” ao jogo que acho que não casaram bem..

*A trilha sonora não é marcante, tirando “Fly to the moon” não me lembro de nenhum tema memorável.

Veredito

O mundo de Bayonetta é Surreal demais, mas talvez por esse motivo ele tenha essa liberdade de criar personagens e situações fora no normal, e que você não vê em jogos como God of war, por exemplo, (que fica preso a alguns “paradigmas”). É um jogo extremamente divertido e viciante. Platinum Games mais uma vez fazendo um ótimo trabalho.

Por Leonardo Miranda