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Sonic 2 – Mega Drive

Muitos anos atrás fora lançado Sonic 2 para o antigo Mega Drive, um dos grandes consoles de 16 bits. O Mega era o principal concorrente do SNES, da mesma forma que Sonic era de Mario. Diferenças a parte, Sonic 2 chegou para confirmar a qualidade e o grande sucesso obtido por seu antecessor.

Muitas pessoas, inclusive essa que vos escreve, em sua infância jogaram apenas a plataforma da Nintendo e, portanto, deixaram de conferir grandes games da empresa rival. Sonic 2 foi um desses. Um grande clássico que vendeu muito e é considerado até hoje o melhor da franquia.

Com gráficos belos, coloridos e bem animados, a segunda aventura do ouriço da Sega surpreendeu ficando ainda melhor e mais rápido que seu antecessor. A rapidez no processamento era uma das vantagens do Mega sobre o SNES e Sonic 2 fez bem uso dela. Muitas vezes você se verá correndo pela fase tão rápido que talvez seu reflexos não consigam acompanhar completamente o personagem enquanto ele se desloca pelo ecrã.

A velocidade, por sua vez, atuou também como uma falha na jogabilidade. Muitas vezes você precisará explorar os estágios em busca de itens, argolas e até vidas extras e dificilmente você fará isso correndo feito louco. Nesse ponto até a física do game atrapalha. Andando devagar Sonic é desajeitado, seus pulos são ruins e você tem muita dificuldade para subir em plataformas.

Já os efeitos sonoros são interessantes. Nenhuma música é tão marcante quanto a do Mario ou de Final Fantasy, mas são todas, ou pelo menos quase todas, de boa qualidade de forma que não incomode o jogador durante a partida.

Enfim, Sonic 2 é um dos grandes clássicos do passado e merece ser olhado com carinho por todos os fãs de videogame. Afinal, relembrar é viver!!!

Real Bout Fatal Fury 2 – Arcade

Fatal Fury foi, e talvez ainda seja, uma das franquias mais famosas de jogos de luta. Mas por algum motivo anda esquecida pela SNK/Playmore/nem sei. O fato é que  com o tempo a série foi sofrendo atualizações e melhorias  chegando no que passamos a conhecer por Real Bout.

Uma das principais formas de divulgação e marketing da época foi dizer que o jogo tinha 1 gigabit, o que era bastante coisa pra época já que, a menos que esteja errado, os jogos ainda eram por cartuchos. E cá entre nós, o jogo realmente faz jus ao selo “giga power”, pois os gráficos estão belíssimos. Não chega ao nível de SF3, mas ainda assim, são bem bonitos e detalhados.

Gráficos a parte, o que realmente impressiona no jogo é a sua jogabilidade. Com comando rápidos e um sistema de combos bem simples e eficaz, RBFF se rotna uma grande pedida aos lutadores de plantão. O ponto negativo fica por conta dos poucos personagens interessantes, forçando a escolha apenas dos famosos que participaram de várias versões do The King of Fighters.

No fim das contas, Real Bout Fatal Fury 2 é um bom jogo, pois além de contar com uma gama interessante de personagens clássicos [Terry, Andy, Joe, Mai, Mary, etc] ainda conta com dois novos personagens: Rick e Xiangfei. É recomendado para fãs da série e de jogos de luta, se não gosta de nenhum dos dois, passe longe.

Cadillacs & Dinosaurs – Arcade

Ahhh, bons tempos aqueles em que você encontrava fliperamas com os famosos jogos beat’em up. Bons exemplos desse quase extinto gênero são os saudosos Final Fight. Captain Commando,Alien vs Predator, etc. Dentre tantos, a Capcom lançou o conhecidíssimo “cadillac dinossauro”, ou “cadillac” para os mais íntimos.

Eu não sei o enredo, porque nesse tipo de jogo pouco me importa o que está acontecendo, se querem dominar o mundo. Quero apenas pegar os frangos, ficar de longe vendo os outros diminuir o life do chefe pra então sair correndo e dar o golpe da misericórdia ganhando todos os pontos, e o mais importante, jogar com a Cin.. digo, Hannah Dundee. De qualquer forma, o jogo foi baseado numa série de quadrinhos.

Tirando as sujeiras que todo beat’em’ up tem, Cadillacs é um jogo incrível. Ele é rápido, pesado e quase punk. A movimentação dos personagens é bem suave, não é nada travado como aqueles jogos mais antigos, tipo Final Fight, ou até mesmo D&D. Outor ponto legal da jogabilidade é que você tem uma variedade legal de golpes e ainda pode pegar armas, como shotguns, metralhadoras, bazookas e, eventualmente, acertar seu companheiro.

Não sei dizer se o jogo é curto demais, ou se ele é tão bom que a gente nem nota o tempo passar. O que realmente importa é que logo que começa, quando menos espera você já está lá na caverna pra matar um cientista. A dificuldade também não é lá essas coisas, tem gente que diz que zera com uma ficha. Não duvido, mas acredito que zeram jogando sozinho, pois se fosse comigo não sobraria nenhum frango pra esse tipo de gente, hahah.

Em suma, Cadillacs vale a pena jogar. É viciante e extremamente recomendável!!!

Star Fox – Super Nintendo

Não sei, talvez seja saudosismo, mas quando começo a jogar meu ps3 me dá uma saudade da época do SNES/psx. Dias atrás liguei meu Super Nintendo e comecei a jogar Star Fox. Mano, que jogo foda. Logo que você coloca o cartucho e vê aqueles gráficos horríveis e quase incompreensíveis já começa a achar que o game é bem ruim. Mas engana-se, ele é muito bom. A primeira fase é apenas um tutorial que lhe ensina a jogar, mas a partir daí você começa a jogar e o bicho pega.

Apesar dos gráficos serem feios, eles são bons o bastante para transmitir a mensagem que o game anseia. Ou seja, é ação pura! Você é alvejado por muitos inimigos enquanto tenta chegar ao final da fase protegendo a você e a seus amigos que também estão em batalha.

A jogabilidade é um show a parte. Em algumas fases sua visão é por trás da nave, ou seja, em terceira pessoa. Já em outras é em primeira pessoa com visão por dentro da cabine do piloto. E ainda tem fases que mesclam as duas possibilidades. E meu, esse é um jogo de SNES, sabia? Quanta criatividade, não?

Além disso é possível atirar, dar giros em 360º tanto para direita quanto para esquerda, soltar bombas poderosíssimas e até dar um boost na nave, deixando-a mais veloz.

Já os efeitos sonoros… ahhh os efeitos sonoros! São de ótima de qualidade, o ambiente de batalha, o som dos tiros, as músicas. Tudo perfeito e em plena sintonia. Aliás, quase perfeito, os personagens não falam, eles emitem sons estranhos e isso desanima um pouco. É mais ou menos como foi feito em Banjo e Kazooie.

Me arrisco a dizer que Star Fox é um dos grandes games da Nintendo, perdendo apenas para Mario e Zelda. Jogo quase perfeito que se fosse desenvolvido com os recursos que temos hoje em 2011 seria ainda mais aclamado. Grande jogo, obrigatório pra quem tem SNES ou gosta de emuladores. Meu cartucho original eu não vendo, hohoho.