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O reboot da série da Capcom rendeu muita polêmica desde que foi anunciado. A Capcom deu carta branca a desenvolvedora Ninja Theory ( Heavenly Sword, Enslaved) para que reformulasse a série.Reclamações, ataques histéricos e até ameaças de morte rolaram durante o desenvolvimento do game.Muitos fãs acabaram se prendendo a mudança na parte estética do personagem através de um trailer que não mostrava muita coisa, eu como gosto do gênero Hack’n Slash há um tempo resolvi esperar um vídeo com o mais importante em um jogo desse estilo, o gameplay.

Depois de um tempo foi lançado um vídeo “in game” e deu para se ter uma breve ideia de como o jogo estava, notei algumas semelhanças com DMC 4, e numa breve análise soltei um “ficou interessante”.Isso não era o bastante e no final do ano passado a Capcom liberou uma demonstração do jogo e ai realmente, com o controle na mão, percebi que o jogo estava realmente seguindo um bom caminho.

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Após o lançamento do jogo peguei a versão Full de PC, e logo depois a do PS3 e pude comprovar que o jogo realmente ficou BOM. Graficamente achei o jogo bonito ( a versão de PC me pareceu um pouco mais “viva” que a do PS3), algumas fases me chamaram a atenção pelo visual, como a “Lilith’s Nightclub” ,porém achei que algumas fases poderiam ter ficado melhores. Os inimigos são bem variados e alguns exigem estratégias diferentes de combate (achei a luta contra o Bob Barbas bem empolgante, uma das melhores do jogo, em compensação, os diálogos entre Dante e o chefe Succubus beiram o ridículo.). A trilha sonora é interessante, rock industrial , dubstep, techno ficaram muito bem encaixadas nas fases, mas não tem nenhum tema que vá mudar a vida de ninguém. A história do jogo , pelo menos pra mim, ficou em segundo plano, não me despertou muito interesse.

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Vamos a jogabilidade, em comparação aos jogos anteriores houve uma certa simplificação dos controles, os Styles foram limados, junto com a mira automática, mas a “essência” se manteve. O rank para medir sua performance nas fases continua lá, tem de haver uma certa sincronia entre troca de armas, variação de combos e uso das armas de fogo, vai depender exclusivamente da habilidade do jogador. (se espera um Hack n Slash só de massacrar botões , errou feio), há uma série de armas e upgrades que trazem novos movimentos, alguns inimigos inclusive só são derrotados com o uso de determinadas armas, os comandos respondem bem, apesar de eu ter notado um certo atraso na execução de movimentos em algumas poucas ocasiões. As fases contam com alguns desafios específicos que podem ser acessados achando chaves escondidas.

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O nível de dificuldade padrão está bem aquém do que se esperaria de um jogo da série, ele só fica realmente desafiador nas dificuldades avançadas. Fora da campanha foi disponibilizado gratuitamente o bom e velho “Blood Palace“, arena de desafios com hordas de inimigos a serem enfrentados, terminá-lo é um bom desafio.Há ainda os troféus que irão render horas de diversão. No final das contas acho que o jogo surpreendeu, Ninja Theory conseguiu entregar um jogo com mais qualidades que defeitos, não é um “autêntico” Devil May Cry, mas acredito que tenha comprido seu papel em se mostrar um HnS acessível,mas que não decepciona o jogador que quer explorar o seu gameplay.

por Léo Miranda