Ouvi falar desse jogo justamente quando saiu o segundo da franquia. Foi um grande hype, na verdade. O pessoal dizia que Dead Space era tudo o que a Capcom não tinha culhões para fazer. E, de certo modo, tirando o fanatismo de quem dizia e batia os pés chorando que Resident Evil 4 e 5 “não eram mais RE”, até que de um certo modo, não deixa de ser verdade.

Graficamente o jogo não é grande coisa, de verdade. Até porque não tem como ter medo de um jogo no qual você fica impressionado pela beleza dos gráficos. A verdade é que o jogo é bem escuro e não dá pra perceber muita coisa. O personagem usa uma roupa blindada bem estranha, os monstros são esquisitos e tudo é ambientado numa nave ou estação espacial.

Os efeitos sonoros são bem legais. Eles te envolvem bem no clima de suspense do jogo, que é bem tenso. Por muitas vezes você se deparará num corredor escuro com luzes vermelhas piscando e pessoas conversando via rádio de transmissão. E é meio complicado, porque, a menos que já esteja acostumado, às vezes chega a dar medo e até uma certa angústia.

Já a jogabilidade é bem padrão e bem parecida com a maioria dos jogos de ação. Não há inovação nenhuma, mas conta com opções interessantes como upgrades em armas e no seu exoesqueleto, além de uma quantidade pequena, mas bem útil, de armas. Já o sistema de navegação entre menus é meio ruim e o mapa também não é muito interessante de se ver. Por outro lado, se não sabe pra onde ir, tem um botão que mostra a rota que se deve seguir, diminuido um pouco o desafio do game.

No mais, Dead Space é um jogo interessante que cumpre seu papel de dar sustos e empolgar amantes de survival horror. Não agrega nada de valor para o mundo gamístico, pois é apenas mais um jogo da EA que tenta copiar franquias de sucesso, como feito com FIFA e Dante’s Inferno.