Archive for agosto, 2011


Bayonetta – Playstation 3

Gênero- hack nSlash

Produtora-Platinum Games

Distribuidora- Sega

 Impressão:  Jogo idealizado por Hideki Kamiya ( o mesmo de Devil May Cry), feito por sua nova produtora, chamada Platinum Games, que é formada por profissionais da Clover Studios (pequeno estúdio da Capcom que fez God Hand, Okami entre outros, mas que acabou fechando). O jogo tem como figura principal Bayonetta, uma bruxa desmemoriada que teve problemas no passado e que no decorrer da aventura se vê metida numa batalha com anjos, monstros e outra criaturas surreais.

Vamos ao que interessa: O jogo segue o estilo Hack’n Slash , “ahh, mais um ??” sim, mas garanto que ele leva vantagem na grande maioria dos jogos do estilo, eu pessoalmente acho difícil jogar God of War ou outro game do mesmo gênero depois de experimentar Bayonetta (com exceção do  Ninja Gaiden , que está em outro nível). O jogo da bruxa possui uma boa variedade de movimentos, por exemplo, dependendo do tempo em que se  apertam os botões criam-se novas seqüências de golpes, Bayonetta no geral privilegia a habilidade do jogador em criar seqüências de golpes, uso da esquivas e de habilidades que vai se ganhando com o tempo ( prepare-se para terminar o jogo pelo menos duas vezes para ter acesso a  algumas delas) , o uso da esquiva é essencial, usando no momento certo, o jogo entra em “Bullet Time”  e você aproveita o momento para atacar seus inimigos.O controle tem uma boa resposta, você consegue esquivar, bater, trocar de armas com rapidez, sem maiores problemas, há itens para recuperar energia e encher a barra de magia, inclusive tem um recurso muito interessante de criação de itens que simula um caldeirão.

O jogo conta também com um sistema de pontuação, dependendo do seu desempenho nos estágios você é presenteado com medalhas (ouro prata, platina), alguns requisitos são necessário para ganhar essas  medalhas : tempo de término do estágio, dano recebido, variação de combos e uso de itens (caso faço uso deles, ou morra  será descontado na pontuação) no final da fase ganha-se uma estátua de valor equivalente baseado nesse ganho de medalhas, achei muito legal isso, pois o jogador  tem opção de jogar mais e melhorar sua pontuação.

Há uma boa quantidade de itens, habilidades e armas a serem compradas em lojas espalhadas pelo jogo, um item que achei muito  interessante foi o  “Moon of Mahaa Kalaa”, em que você pode contra atacar um golpe inimigo colocando o direcional na direção do mesmo,(funciona da mesma forma que o parry no Street Fighter 3 ). Falando em armas, algumas são deixadas por inimigos derrotados e você pode utilizá-las. Você conta com uma barra de energia e outra de magia, essa ultima quando cheia permite que se use os “Torture Attacks”, ataques devastadores que tiram boa parte da energia dos inimigos, pode-se encher essa barra tanto com itens, batendo nos inimigos  ou fazendo esquivas perfeitas.Os inimigos também merecem destaque, alguns chefes de fase são imensos, outros  menores são bem CHATOS  de enfrentar, como a dupla “Grace and Glory”.

As fases também têm certa variação, há uma fase de moto e outra a bordo de um míssil (essa ultima lembra bastante o jogo Space Harrier de arcade e Master System), há também uma série de referências a outros jogos como Okami e Sonic.

Outro destaque são os “Alfheims”, diversos portais com desafios variados  espalhados pelas  fases do jogo (em uns você tem socos e chutes limitados para derrotar inimigos , em outros terá que usar somente armas dos adversários e assim por diante.).Há itens escondidos e alguns corvos a serem encontrados.O desafio é interessante, há algumas mudanças de inimigos jogando em dificuldades mais altas, tornando o jogo bem interessante nesse sentido. Inclusive tem um chefe e personagem jogável secreto.

Contras:

*Muito se falou sobre a conversão da SEGA para o Ps3, que não ficou no nível da versão do X Box 360 (sendo essa uma versão “definitiva”), perdendo em gráficos e desempenho, graficamente não tenho como comparar, mas em performance percebi uma CENTENA  de pontos de slowdown, inclusive quando se entra em telas de pausa e nas opções , chega a ser irritante esperar alguns segundos para entrar na loja de itens dentro do próprio jogo.

 *Eu pessoalmente não achei a personagem tão carismática quanto  um Dante ou Kratos, achei exagerada demais, a história não me prendeu muito e tem uma dezena de cenas e situações forçadas para dar um tom “humorístico” ao jogo que acho que não casaram bem..

*A trilha sonora não é marcante, tirando “Fly to the moon” não me lembro de nenhum tema memorável.

Veredito

O mundo de Bayonetta é Surreal demais, mas talvez por esse motivo ele tenha essa liberdade de criar personagens e situações fora no normal, e que você não vê em jogos como God of war, por exemplo, (que fica preso a alguns “paradigmas”). É um jogo extremamente divertido e viciante. Platinum Games mais uma vez fazendo um ótimo trabalho.

Por Leonardo Miranda

WarCast Round 3 – Street Fighter

Round 3 do WarCast onde os membros War debatem sobre Street Fighter.

Participanteshyogawar (Robson Souza), vegettowar (Eric D’Elboux), ralfwar (Patrick Bartolomeu), leewar (Luiz Fernando Dantas) e heerowar (Sandoval Soares).

Assuntos comentados:

– Leitura de comentários;

– Um pouco sobre o enredo;

–  Nomes errados e lendas do fliper;

– Crossovers e;

–  Personagens bonitas.

Download

Vídeos comentados no cast.

Filho do Zangief

Street Fighter Break

E é isso aí pessoal, comentem e não deixem de nos dar sua opinião.

Com o advento da internet é sabido que jogatinas online de jogos antigos de arcade são bem comuns atualmente. Street Fighter III não foge a regra. Por ser uma das versões mais populares da franquia, a Capcom com sua notável intenção caça níquel resolve lançar uma versão remasterizada e com multiplayer online de Street Fighter III.

Pra falar a verdade, esse jogo é magnífico. Um verdadeiro clássico e quase com status de cult (sucesso de crítica, mas com pouca venda). Por que quase cult? Bem, Street Fighter III não fez tanto sucesso na sua época, que era dominada tanto pelo seus primos da série Alpha quanto pelas edições anuais de The King of Fighters, tendo como seu principal momento um campeonato mundial onde Daigo controlando Ken Masters consegue uma virada incrível contra um outro jogador que lutava como Chun-li Zang.

Graficamente o game já era lindo, sendo até referência tamanha a qualidade e quatidade de quadros de animação para jogos de luta. Com a remasterização ficou ainda melhor.

As músicas que já não eram tão legais, continuaram do mesmo jeito, ainda que tenham melhorado a sua qualidade. Já os efeitos sonoros ficaram bem legais, ainda que todos já conheçam de cor e salteado os vários hadoukens, shoryukens e spining bird kicks da franquia.

A grande novidade mesmo está na jogabilidade. Essa versão tem suporte aos famosos troféus da psn, embora alguns sejam realmente chatos de fazer. Inclusive, para conseguir um dos troféus você deve realizar a mesma coisa que meu fake, Daigo, fez na Evo 2004. Ou seja, uma sequência incrível de parries, para então emendar um combo do voadora, rasteira, shoryuken e cancelar no super. Outro ponto positivo é a possibilidade de jogar online, mas depndendo do seu nível, acaba sendo até um tanto chato, já que os japoneses são extremamente viciados.

Em suma, Steet Fighter III: Online Edition é um grande jogo, mas apenas para adoradores de jogos de luta, o que não o torna obrigatório. Eu recomendo!

Dead Space – Playstation 3

Ouvi falar desse jogo justamente quando saiu o segundo da franquia. Foi um grande hype, na verdade. O pessoal dizia que Dead Space era tudo o que a Capcom não tinha culhões para fazer. E, de certo modo, tirando o fanatismo de quem dizia e batia os pés chorando que Resident Evil 4 e 5 “não eram mais RE”, até que de um certo modo, não deixa de ser verdade.

Graficamente o jogo não é grande coisa, de verdade. Até porque não tem como ter medo de um jogo no qual você fica impressionado pela beleza dos gráficos. A verdade é que o jogo é bem escuro e não dá pra perceber muita coisa. O personagem usa uma roupa blindada bem estranha, os monstros são esquisitos e tudo é ambientado numa nave ou estação espacial.

Os efeitos sonoros são bem legais. Eles te envolvem bem no clima de suspense do jogo, que é bem tenso. Por muitas vezes você se deparará num corredor escuro com luzes vermelhas piscando e pessoas conversando via rádio de transmissão. E é meio complicado, porque, a menos que já esteja acostumado, às vezes chega a dar medo e até uma certa angústia.

Já a jogabilidade é bem padrão e bem parecida com a maioria dos jogos de ação. Não há inovação nenhuma, mas conta com opções interessantes como upgrades em armas e no seu exoesqueleto, além de uma quantidade pequena, mas bem útil, de armas. Já o sistema de navegação entre menus é meio ruim e o mapa também não é muito interessante de se ver. Por outro lado, se não sabe pra onde ir, tem um botão que mostra a rota que se deve seguir, diminuido um pouco o desafio do game.

No mais, Dead Space é um jogo interessante que cumpre seu papel de dar sustos e empolgar amantes de survival horror. Não agrega nada de valor para o mundo gamístico, pois é apenas mais um jogo da EA que tenta copiar franquias de sucesso, como feito com FIFA e Dante’s Inferno.

The King of Fighters 98 – Arcade

No embalo do WarCast e das inúmeras batalhas online através do emulador GGPO, fiquei com muita vontade de falar desse jogo. The King of Fighters é uma popular franquia de luta da SNK. KoF 98, que também saiu para consoles como  psx, ps2 e dreamcast,  é a quinta  e provavelmente mais amada versão da franquia.

Após o “boom” do KoF 97, todos esperavam muito a próxima versão que prometia um novo rumo para o enredo, pois a saga Orochi havia terminado no episódio anterior. No entanto, KoF 98 foi apenas uma reunião de lutadores, um crossover bem básico e sem enredo, apenas pancadaria com personagens clássicos e queridos. Portanto, nada de randoms como Vanessa, K999 ou coisas do tipo. Esse foi um ponto forte, uma vez que era possível escolher tanto Rugal, quanto Takuma, Heidern e Saisyu Kusanagi. Por outro lado, é pena que o “Boss Team” do 96 tenha ficado de fora.

A trilha sonora que fora muito criticada em KoF 97 retornou em grande estilo, com músicas muito bem acabadas e interessantes. Tendo como destaque a música do trio do Japão. Além do mais é extremamente legal ouvir as falas dos personagens enquanto eles executam movimentos como golpes ou esquivas.

Graficamente fantástico para a época e com ótimos efeitos sonoros, KoF 98 não poderia deixar a jogabilidade de lado. Com personagens mais balanceados, jogabilidade reformulada de tal forma que é preciso executar os golpes corretamente e, o melhor, sem sequências 100%, esse é o grande destaque da versão.

Falando assim, KoF 98 parece um jogo perfeito. Mas não é, infelizmente. O primeiro ponto é que ele não tem enredo, e muitas vezes, enredo é tudo até mesmo num jogo de luta. Outro ponto meio chatinho vai para a jogabilidade, apesar de ser a melhor da série, ainda tem uns bugs chatos. Por exemplo, cancelar DMs com agarrões e voadoras, muitas vezes ao invés de dar início a um combo o personagem agarra sozinho. Mas o pior, certamente são os DMs cujo golpe é um agarrão, casos de Clark, Vice, Blue Mary, dentre outros, pois eles são indefensáveis. Se estiver perto, “meu irmão – dispense”, porque já era!

Enfim, colocando numa balança fica notório que The King of Fighters 98 é, de fato, o melhor game da série. Mas, como toda unânimidade é burra, muitos chiarão falando de KoF XI, 97 ou até mesmo o 2000 com seus strikers roubados. Jogo extremamente recomendado!