Resident Evil

Mais ou menos no meio dos anos 90 fora lançado um novo console, o Playstation. Nova tecnologia, gráficos em três dimensões, polígonos, poder para criar animações em computação gráfica e a possibilidade de armazenar cerca de 600 mb por mídia. Logo no início de sua vida, o console recebeu pelas mãos da poderosa Capcom uma nova franquia: Resident Evil.

Nesse game você podia controlar dois personagens: Chris Redfield e Jill Valentine. Esses dois personagens faziam parte de um grupo conhecido como STARS que fora enviado a uma região nas proximidades da cidade de Raccon City para investigar alguns acontecimentos estranhos. Chegando no local, muitas coisas acontecem e o grupo acaba se perdendo e apenas três integrantes conseguem chegar a uma mansão. E é aí que seus problemas se iniciam…

Quando acabam de entrar na mansão

Gráficos

Numa época em que o visual colorido e em duas dimensões dominava, um game com cenários pré-renderizados e personagens três dimensões eram considerados graficamente fantástico. Resident Evil era assim, não uma revolução, mas o que de melhor existia para a época e para o console. O quadradão que vemos hoje era a realidade de ontem, onde babávamos ao ver zumbis, cachorros, aranhas e outras criaturas espirrando sangue e se movimentando de forma incrível. Resident não é um jogo de terror, tal qual Silent Hill, é suspense. E a ambientação dos cenários era perfeita para isso. Andar em cenários escuros, geralmente sozinho e do nada ser surpreendido por uma criatura qualquer fazia os jogadores lançarem o controle pra longe só com o susto.

Jogabilidade

Ainda que se jogasse o controle para longe por causa do susto, o contrário acontecia em relação aos comandos. Um pouco confuso no começo, pois agora para andar pra frente devia apertar para cima, para esquerda ou direita fazia o personagem girar em seu próprio eixo e para trás, ele recuava. Até se acostumar era difícil, mas depois de 15 minutos, tudo já “estava em casa”. No mais era tudo conforme o padrão, embora precisasse se preocupar constantemente com a munição das armas, e principalmente, com seu nível de saúde. A dificuldade nesse título é extrema, talvez o mais complicado de se terminar de toda a série. Pouca munição, poucas armas, inimigos aparecendo de monte e o pior de tudo, se não ficar monitorando a sua saúde você nunca saberá se está morrendo ou não, pois isso não afeta seu personagem. Ou seja, seu personagem pode estar envenenado ou todo ferrado que continua a correr normalmente pelo cenário, como se nada estivesse ocorrendo.

Som, replay e considerações finais.

Os efeitos sonoros são de boa qualidade, com o tempo só de entrar numa sala você consegue saber que tipo de inimigo está te esperando, só pelo barulho que ele faz. As músicas se tornaram clássicas, principalmente a da sala de baú e as de eventos de “correria”, quando algo inesperado acontece.

Cachorros são chatos demais...

O mais legal desse game é que você tem uma quantidade razoável de finais, o que lhe possibilita um bom fator replay, fazendo com que jogue outras vezes, tomando caminhos e decisões diferentes. E é claro, se fizer uma boa pontuação ainda ganha de brinde a melhor arma do jogo, com munição infinita.

Resident Evil, de fato, não é o melhor game da série, mas certamente é o que mais terá dificuldades para chegar ao final. é um grande jogo, praticamente obrigatório para amantes da série e retrogamers. Recomendo!